Como montar uma reserva financeira

A segurança e a estabilidade em momentos de aperto financeiro está a um passo de distância
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DragonImages/Evantoelements
A reserva financeira é um sinal valioso de que você deu um passo na direção da organização das suas finanças e de uma vida tranquila e independente financeiramente

Sabe aquele mês que traz uma surpresa desagradável e que, de repente, você precisa resolver um problema urgente que envolve dinheiro? Aquele mês que, por conta desse imprevisto, você passa noites preocupada ou fica o dia todo pensando sobre quais contas vai priorizar e se vai apelar para o cheque especial ou um empréstimo?

Todas nós já passamos por esse momento e, se não passamos, temos o poder de evitar. Toda essa preocupação e ansiedade que pode durar dias e até meses é possível ser resolvida e, definitivamente, evitada com um reserva de emergência.

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Neste artigo você vai aprender:

  • O que é uma reserva financeira 
  • Por que é importante ter um fundo de emergência
  • Como começar 
  • Onde aplicar
  • Poupança nunca mais!
Como montar uma reserva financeira

O que é uma reserva financeira

Como o próprio nome sugere, a reserva financeira (ou de emergência), é uma quantia reservada para imprevistos, situações que não estavam especificamente no radar ou que podem se prolongar por um período além do esperado. 

Um exemplo de momento que pede que o vidro seja quebrado e o alarme de emergência disparado é a perda do emprego ou quem sabe o fim de um relacionamento onde as contas eram divididas e o espaço também.

Com isso em mente, podemos definir que a reserva de emergência é aquela segurança que temos de que qualquer dor de barriga pode ser resolvida sem tanto desgaste.

Na prática, um bom fundo de reserva (mais uma forma de chamarmos a reserva financeira), aquele que realmente pode garantir uma certa segurança e estabilidade diante do caos, é uma quantia que seja capaz de cobrir seu custo de vida por um período de três a seis meses. 

Desta forma, se seus gastos mensais são de aproximadamente R$ 2.500, o ideal é que sua reserva de emergência seja de R$ 7.500 a R$ 15.000. O valor pode assustar ou parecer de difícil acesso, mas vamos juntas descobrir como construí-lo!

Por que é importante ter um fundo de emergência

A reserva financeira é tão importante quanto parece, mas significa muito mais do que você pode imaginar! Como já vimos aqui neste artigo, ela é essencial porque é capaz de prevenir situações ou nos dar segurança quando precisamos gastar um dinheiro que não estava previsto no orçamento.

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Mas porque significa tanto? Ela significa muito porque é um sinal valioso de que você deu um passo na direção da organização das suas finanças e de uma vida tranquila e independente financeiramente.

Com isso, se você está disposta a compor uma reserva de emergência ou se já começou, saiba que esse momento é enriquecedor porque além de tudo simboliza a construção de uma educação financeira. E aí você será capaz de entender um pouco mais sobre este universo e até porque certas taxas, como a Selic, que sempre ouvimos nos telejornais, é tão importante para as nossas vidas. 

A reserva financeira também é o passo que antecede o mergulho no mundo dos investimentos, ou seja, ao compor um fundo de emergência você passa a se familiarizar com o ambiente dos investimentos e, aos poucos, vai perdendo qualquer receio que possa existir sobre aplicações e o mercado financeiro –sempre com base em muita informação, claro!

Como começar

Agora que já sabemos o que é a reserva financeira e por que ela é tão importante, vamos partir para a prática?

Se você imagina que para dar esse passo na sua vida é preciso estar com tudo em dia, sem nenhuma pendência ou dívida em vista, você está errada! E se pensa que também será preciso fazer mágica com o seu dinheiro, tirar de onde não tem para isso ou se privar de tudo, você também está equivocada!

Claro que é muito importante termos nossas finanças em dia e aprender a usar nosso dinheiro, mas esperar a casa estar completamente em ordem para dar esse importante passo, pode atrasar ainda mais sua segurança futura. (Se você está endividada, saiba como sair dessa situação clicando aqui.). Quem faz uma reserva financeira está justamente trabalhando para chegar à tranquilidade de sua vida financeira. 

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Agora vamos lá!

O ideal é reservar 20% da receita mensal para os investimentos (seja para quem está começando a compor uma reserva ou para quem já está investindo em renda fixa e renda variável). Assim, se seus rendimentos mensais são de R$ 2.500, o indicado é destinar R$ 500 todos os meses para conseguirmos chegar ao nosso objetivo final.

Se, no momento, não é possível trabalhar com 20% dos seus ganhos, comece com a quantia que for viável, seja 15%, 10%, 5% ou outro valor que você consiga dispor regularmente. Como já mencionamos por aqui, o importante é dar o primeiro passo para se ambientar e, aos poucos, aprender a ter mais consciência financeira e a organizar as finanças –afinal, ninguém nasceu pronto ou sabendo de tudo, não é mesmo?

A constância é outro ponto importante, tanto para ter uma reserva financeira quando para quando formos mergulhar de cabeça no mundo dos investimentos e conquistar nossa independência financeira. É preciso comprometimento, separar todos os meses uma quantia para investir na nossa segurança, em nós.

Onde aplicar

Recapitulando: vimos o que é uma reserva financeira, por que ela é importante e como começar a inserir ela e a prática do comprometimento todos os meses. Agora vamos entender como fazê-la acontecer por meio das aplicações!

A reserva financeira é uma margem de segurança que precisa ser acessada sempre que tivermos uma emergência, certo? Com isso em mente já é possível entender duas premissas básicas sobre o fundo de emergência e como estruturá-lo: renda fixa e liquidez diária! Que você possa ter acesso rápido para atender à emergência quando ela acontecer.

A primeira regra é aplicar em produtos que ofereçam os riscos mais baixos do mercado, o que automaticamente nos leva para as opções de aplicações em renda fixa. Por quê? 

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A resposta é bem simples: os produtos da categoria de renda fixa são os que nos dão uma previsão de qual será nosso ganho ao final da aplicação e apresentam os riscos mais baixos do mercado de investimentos. Consequentemente, os ganhos não são tão altos quanto alguns investimentos em renda variável, cujo risco é mais alto. Mas lembre-se que a ideia aqui não é correr riscos e nem fazer fortuna, é caminhar em águas calmas, ter o máximo de controle possível sobre o que vai acontecer com o dinheiro que investimos.

A segunda premissa, a liquidez, diz respeito à facilidade que temos de acessar o dinheiro investido e seus rendimentos, ou seja, se precisarmos dele, a liquidez vai nos apontar em quanto tempo ele será revertido em depósito na nossa conta bancária. 

Situações de emergência requerem soluções de emergência, certo? Com isso, podemos dizer também que o investimento ideal para uma reserva financeira deve ser aquele que oferece liquidez diária ou até imediata. No mundo das finanças, aplicações com liquidez diária são sinalizadas como D+1 e liquidez imediata como D+o.

Com os dois critérios que abordamos em mente, as aplicações mais indicadas para reservas de emergência são CDB com liquidez diária, Tesouro Selic e Fundos DI. Calma, mulher, a gente vai explicar tudo para você!

CDB com liquidez diária – o Certificado de Depósito Bancário (CDB), são títulos emitidos por bancos. Na prática, isso significa que por meio desta aplicação emprestamos nosso dinheiro para que a instituição financeira alimente seu funcionamento, em troca de rendimentos (juros, mas do bem) que serão pagos a nós. Aqui, não há pagamento do tributo IOF se o investimento for mantido por mais de 30 dias, apenas do Imposto de Renda (IR).

Para termos certeza de que essa aplicação vale a pena, procure por CDBs que rendem um bom percentual da taxa DI (ou CDI), como a nossa taxa básica de juros (Selic) está em baixa, o ideal é procurar aplicações que rendam 156% da DI. 

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Este tipo de investimento é segurado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para aplicações de até R$ 250 mil por instituição financeira e CPF — o teto máximo de cobertura é de R$ 1 milhão.

Tesouro Selic – o Tesouro Selic (LTF) é um título público, ou seja, seu emissor é o próprio governo federal. Assim como o CBD, ele funciona como um empréstimo para que uma instituição financie suas atividades, neste caso, estamos emprestando nosso dinheiro para a esfera pública.

Esta aplicação não é segurada pelo FGC porque sua garantia é coberta pelo próprio governo federal. Pode parecer estranho em um primeiro momento, mas este é o investimento mais seguro do país. Pense assim: em momentos de crise, a esfera privada recorre à esfera pública para negociar resgates e estímulos. Isso significa que, por maior que seja o problema existente, a máquina pública é sempre a última a ser atingida, ela é mais segura do que qualquer aplicação em banco.

A remuneração do Tesouro Selic está atrelada à taxa básica de juros (a Selic). Apesar desta taxa estar em um patamar muito baixo, ela ainda é mais segura e rende mais do que a famigerada poupança.

O Tesouro Selic é um título pós-fixado e isso significa que sua remuneração será feita com base na Selic vigente durante o período da aplicação. Ele também apresenta liquidez diária, ou seja, dinheiro na mão quando necessário. 

Fundos DI — os fundos de renda fixa são aqueles que investem em títulos como os que mencionamos acima, CDBs e Tesouro Selic, ou seja, nele são trabalhados produtos com baixo risco — o ideal para uma reserva financeira. Alguns fundos também trabalham com algumas operações no mercado financeiro, mas todas igualmente, de baixo risco. O principal objetivo deles é obter uma rentabilidade próxima à taxa DI, por isso são chamados de Fundos DI.

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Os fundos são uma boa opção para quem está começando. Na verdade, é uma ótima forma de começar com o pé direito. Isso porque os fundos são uma espécie de vaquinha, onde cada pessoa entra com uma quantia e o valor total captado é investido em produtos diversificados. O grande benefício dele, além de oferecer a oportunidade de trabalhar com mais de um produto, é poder contar com um profissional especialista que vai estudar os melhores produtos onde o dinheiro de todos os participantes será coletivamente investido.

Poupança nunca mais!

Ela ainda é muito popular entre os brasileiros quando a ideia é guardar dinheiro, mas, definitivamente é um mau negócio. Isso porque os rendimentos da poupança fazem seu dinheiro perder o poder de compra. Isso mesmo, seu dinheiro sai de lá, na prática, valendo menos do que quando foi aplicado.

Mas como assim? Apesar de não ser taxada pelo imposto de renda, a caderneta de poupança possui uma péssima rentabilidade, ou seja, rende pouco. Retornando à questão de que seu dinheiro sai de lá valendo menos, a explicação é a seguinte: hoje a poupança oferece rendimento anual de 1,4% ao ano, enquanto a projeção da inflação para 2021 é de 3,87%. Isso quer dizer que com rendimentos abaixo da expectativa da inflação, que mede o aumento de preço dos bens, seu dinheiro sai da caderneta com um poder de compra menor.

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