Assine nossa newsletter

O que é inflação e como ela afeta o seu bolso

Índice que indica o aumento generalizado ou de forma contínua dos preços de vários itens essenciais e importantes no cotidiano da população
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on linkedin
Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on email

Já foi ao supermercado e se perguntou por que a lata de leite ou o pacote de feijão estavam muito mais caros do que há alguns anos? Ou o que ocasionou o aumento do preço do combustível e do seu aluguel? Talvez você ainda não saiba, mas a inflação é a grande responsável por isso.

Neste artigo você vai compreender de forma simplificada:

  • O que é a inflação
  • Como ela afeta o nosso bolso
  • Inflação no Brasil
  • Causas da inflação 
  • Como controlar a inflação

O que é a inflação

É importante entender que não é porque o preço de um produto aumentou que isso está necessariamente vinculado à inflação. O aumento dos preços pode ser causado também por um problema em algum setor específico da economia, como a seca, pragas ou excesso de chuvas.

A inflação é um índice que indica o aumento generalizado ou de forma contínua dos preços de vários itens essenciais e importantes no cotidiano da população.

Quando ouvimos que a inflação está alta é uma indicação que nosso dinheiro tem menos valor do que antes e por isso você precisará de mais dinheiro para comprar as mesmas coisas. Como exemplo, as despesas relacionadas à alimentação, moradia, vestuário, transporte, saúde, gastos pessoais e educação. Na economia, o conjunto dessas categorias é chamado de “cesta de produtos”.

Como a inflação afeta o seu bolso

Na prática, a inflação faz com que seu salário ou o seu dinheiro perca valor, já que a renda pode não acompanhar as altas nos preços. Se você trabalha em uma empresa e  ganha hoje o mesmo que há cinco anos, por exemplo, o seu salário perdeu poder de compra porque as coisas estão mais caras.

Em um outro exemplo, podemos voltar ao ano de 1994, quando um pão de sal custava aproximadamente R$ 0,10 e uma televisão nova de última geração poderia ser comprada por aproximadamente R$ 750. Hoje, nós conseguiríamos comprar itens equivalentes com esses mesmos valores? A resposta é não.

“Isso é a inflação, ela é importante para todos porque é o reflexo dos preços em nossa economia. Quando a inflação sai do controle, nosso dinheiro desvaloriza de um dia para outro e, com isso, diminui nosso poder de compra”, explica o especialista em finanças Robson Evangelista. 

Para voltar um pouco na história, entre as décadas de 1980 e 1990 no Brasil, o índice de inflação chegou a atingir 80%. Para efeitos de comparação, a meta central do governo para a inflação em 2021 é de 3,75%.

Naquela época, os preços dos produtos nos supermercados eram remarcados várias vezes por dia e as famílias se apressavam para ir às compras assim que recebiam seus salários. Isso porque elas sabiam que o dinheiro recebido perderia valor rapidamente.

OLHA SÓ: O que é a taxa Selic e como ela influencia na sua vida financeira

É desse período da história do nosso país que vem a ideia de fazer uma grande compra no supermercado para o mês inteiro. As pessoas utilizavam essa estratégia justamente porque não sabiam se no dia seguinte ou na semana posterior os preços subiriam mais.

Inflação no Brasil

No Brasil, a meta para a inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e cabe ao Banco Central (BC) adotar as medidas necessárias para alcançá-la.

O indicador oficial de inflação no Brasil é o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA), embora existam outros. Ele é calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O objetivo é medir a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumida pela população. O resultado mostra se os preços aumentaram ou diminuíram de um mês para o outro e de quanto foi essa oscilação.

O cálculo verifica o que a população consome e quanto do rendimento familiar é gasto em cada produto: arroz, feijão, passagem de ônibus, material escolar, médico, cinema, entre outros. O índice leva em conta não apenas a variação de preço de cada item, mas também o peso que ele tem no orçamento das famílias brasileiras.

Na prática, o IBGE faz um levantamento mensal em 13 áreas urbanas do Brasil. Depois, os preços são comparados com os valores registrados no mês anterior, o que resulta em um único valor que reflete a variação geral de preços ao consumidor no período.

Para medir a inflação, existem vários índices que acompanham essas oscilações de preços. Com esses números, é possível entender as tendências do mercado e as causas da inflação em cada período analisado.

Conheça outros índices de inflação:

IPA – Índice de Preços no Atacado: calcula a evolução dos preços de produtos do agronegócio e da indústria no setor de atacado;

INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor: verifica a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos;

INCC – Índice Nacional do Custo da Construção: o indicador tem o papel de verificar as flutuações de preços no setor da construção civíl;

IPC – Índice de Preços ao Consumidor: mede a variação de preços de um conjunto fixo de bens e serviços que fazem parte das despesas habituais das famílias com renda entre 1 e 33 salários mínimos mensais.

Causas da inflação 

O governo é responsável por imprimir o dinheiro em circulação no Brasil e, por isso, eles têm a responsabilidade de prevenir que haja dinheiro demais na economia e a inflação aumente. 

Em um momento em que a economia está aquecida, a produção está a todo vapor e a taxa de desemprego baixa, o Banco Central, com autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN), imprime mais dinheiro para suprir as necessidades desse novo ciclo econômico mais próspero. Essas necessidades são atribuídas a um maior poder de consumo e, consequentemente, gastos das indústrias para a fabricação de mais bens e contratação de mão de obra.

SAIBA MAIS: Bolsonaro assina decreto que altera programação orçamentária e financeira para 2021

Em um outro momento, quando estamos passando por uma crise econômica, por exemplo, onde a produção está baixa, o desemprego alto e o poder aquisitivo da população enfraquecido, a impressão desenfreada de papel moeda gera hiperinflação. Isso porque há dinheiro demais em circulação, mas a atividade econômica e o cenário não suprem o uso desse papel, visto que as pessoas estão desempregadas e sem acesso à renda ou salários altos. Esse cenário também contribui para alta nas taxas de juros impostas pelos bancos porque a chance de inadimplência é maior. É por isso que não dá para imprimir mais dinheiro sempre quando faltar no bolso da população. 

A inflação pode ter várias causas, entre as principais estão gastos públicos, monopólios, custos de produção, produção baixa, indexação da inflação e inflação inercial.

Gastos públicos

Os preços podem aumentar por algumas causas. A implicação de impostos que são repassados aos consumidores é um motivo. Os preços dos serviços e produtos finais sobem e, para pagar as contas, o governo imprime mais dinheiro. Empréstimos demais também podem causar a inflação.

Monopólios

No caso dos monopólios, os valores de produtos ou serviços podem aumentar quando há um número reduzido de empresas que os ofertam, ou seja, pela falta de concorrência.

Custos de produção

A inflação de custos é o aumento dos preços de bens e serviços causada pela alta dos custos de produção. Portanto, a demanda permanece a mesma, o que muda são os custos de produção que fazem com que o preço dos produtos subam. 

Produção baixa

Se as empresas produzirem menos que a demanda da população, os preços dos poucos bens produzidos ou de serviços ofertados tendem a subir. Isso ocorre porque a demanda é maior que a oferta e as pessoas estão dispostas a pagar mais pelo mesmo produto em escassez.

Indexação da inflação

A indexação é um sistema de reajuste de preços, inclusive salários e aluguéis, de acordo com índices oficiais de variação dos preços. Por exemplo, a indexação permite corrigir o valor real dos salários e aluguéis e demais preços da economia, calculando o reajuste com base na inflação passada.

A inflação inercial 

É quando há um reajuste mensal nos salários que deve ser acompanhado do reajuste dos preços de produtos e serviços, aluguéis e contratos. Os índices de inflação dos períodos anteriores costumam ser usados como base para reajustar os valores atuais.

Como controlar a inflação?

Para manter o nível de inflação esperado, o governo federal faz uso da política monetária, por meio da taxa básica de juros, a Selic, principal referência para as demais taxas de juros que os bancos cobram de você.

Por exemplo, caso o Banco Central observe que a inflação corre o risco de superar a meta, a tendência é elevar os juros. Caso os juros do país estejam altos, o consumidor tende a comprar menos, porque a prestação de seu financiamento vai ser mais alta. Isso reflete na queda da inflação. 

De acordo com o Banco Central, a inflação alta, instável ou imprevisível prejudica o crescimento econômico de um país. A ideia é que com preços estáveis todos podem se planejar melhor: empresas têm melhores condições para realizar investimentos e as famílias conseguem calcular quanto vão gastar ao longo do mês.

Siga Elas Que Lucrem nas redes sociais:

Siga Elas Que Lucrem:

Assine nossa newsletter