Dólar vai abaixo de R$ 5,00 com expectativa de juros mais altos

Maior diferencial de taxas entre o Brasil e países de economias avançadas tende a beneficiar o real
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O dólar recuava frente ao real hoje (18), voltando a cruzar a marca de R$ 5 em meio à expectativa de juros mais altos no Brasil, enquanto os investidores avaliavam os desdobramentos em torno da MP de privatização da Eletrobras.

Às 10h27, o dólar recuava 0,74%, a R$ 4,9879 na venda, e chegou a tocar R$ 4,9853 na venda na mínima do pregão.

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O contrato mais líquido de dólar futuro perdia 0,41%, a R$ 4,993.

Fornecendo apoio à moeda brasileira, o Banco Central promoveu a terceira alta consecutiva de 0,75% da taxa Selic na quarta-feira, a 4,25%, e anunciou a intenção de dar sequência ao aperto monetário com uma nova alta de pelo menos a mesma magnitude em sua próxima reunião.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC também abandonou o uso da expressão “normalização parcial” para se referir ao atual ciclo de alta de juros, explicitando que pretende fazer um aperto maior do que vinha sendo sinalizado até então, levando a Selic para patamar considerado neutro.

Em nota, analistas da Genial Investimentos avaliaram que esses são todos sinais “positivos para a trajetória do real nos próximos meses, apesar da postura mais dura do Federal Reserve.”

O banco central norte-americano antecipou para 2023 suas projeções para o primeiro aumento nos juros pós-pandemia e abriu a discussão sobre quando e como pode ser apropriado começar a reduzir suas compras mensais de ativos.

Um maior diferencial de juros entre o Brasil e países de economias avançadas tende a beneficiar o real, principalmente devido a estratégias de “carry trade”. Elas consistem na tomada de empréstimos em moeda de país de juro baixo e compra de contratos futuros da divisa de juro maior (como o real). O investidor, assim, ganha com a diferença de taxas.

E AINDA: Principais notícias do mercado para sexta-feira

Além da expectativa de juros mais altos no Brasil, Vanei Nagem, responsável pela Mesa de Câmbio da Terra Investimentos, disse que a notícia de conclusão da votação da medida provisória da privatização da Eletrobras também estava ajudando a moeda doméstica nesta sexta-feira. O Senado encerrou no início da noite de quinta-feira a votação da MP, e o texto volta para avaliação da Câmara.

“A aprovação da privatização da Eletrobras já ajudaria, mesmo com alguns gargalos, a atrair dinheiro para o mercado doméstico”, o que tende a beneficiar o real, explicou.

Para ele, em meio a um cenário benigno, “continuamos trabalhando com uma tendência de baixa do dólar”.

A moeda norte-americana estava no caminho de registrar queda de aproximadamente 2,3% contra o real no acumulado da semana. Até agora em 2021, o dólar recua cerca de 3,69% em relação à divisa local.

A última vez que o dólar fechou um pregão abaixo dos R$ 5 foi em 10 de junho de 2020 (R$ 4,9398).

(com Reuters)

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