Dólar avança pelo oitavo pregão consecutivo

A moeda norte-americana fechou a última sessão em alta de 0,55%, a R$ 5,2391 reais, patamar mais alto para encerramento desde 27 de maio
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on linkedin
Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on email
JOB_03_REDES_SOCIAIS_EQL_AVATARES_QUADRADOS_PERFIL_v1-02
JOB_03_REDES_SOCIAIS_EQL_AVATARES_QUADRADOS_PERFIL_v1-02

O dólar avançava frente ao real nos primeiros negócios de hoje (8), engatando seu oitavo dia consecutivo de ganhos e chegando a flertar com o patamar de R$ 5,30 em meio à cautela no exterior e ao clima político doméstico cada vez mais tenso.

Às 10h49, o dólar avançava 0,84%, a R$ 5,2832 na venda, depois de chegar a tocar R$ 5,2963 na máxima do pregão. Caso mantenha essa trajetória de valorização até o fechamento, a moeda norte-americana registrará sua oitava valorização diária consecutiva.

OLHA SÓ: Principais notícias do mercado para quinta-feira

O contrato mais líquido de dólar futuro subia 0,80%, a R$ 5,288.

Esse movimento estava em linha com o desempenho do dólar frente a pares arriscados do real, como rand sul-africano, peso mexicano, peso chileno e a moeda australiana, que perdiam entre 0,6% e 0,75% nesta manhã.

Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos, disse que os mercados internacionais estão apresentando um movimento claro e coordenado de aversão a ativos de risco. Entre os motores dessa tendência, apontou ele em blog, estão um cenário de crescimento mais brando no mundo no segundo semestre e a disseminação da variante Delta do coronavírus.

Enquanto isso, no Brasil, todos os olhares estavam voltados para Brasília.

“Vale destacar que, nos últimos sete dias, sem contar a valorização de hoje, o dólar recuperou toda a queda que teve no mês de junho, e o desempenho que a gente teve nesses pregões destoou de outros mercados emergentes”, disse à Reuters Mehanna Mehanna, sócio diretor da Phi Investimentos.

Segundo ele, considerando que não há sinais muito preocupantes nos indicadores econômicos domésticos e que o avanço da Covid-19 no Brasil parece estar começando a arrefecer em relação aos picos de óbitos e casos, interpreta-se que a valorização do dólar reflete o aumento das tensões políticas.

E AINDA: Conheça Vanessa Louzada, CEO da startup que quer transformar o sistema jurídico brasileiro

Na terça-feira, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou para a Polícia Federal o inquérito que investiga o presidente Jair Bolsonaro por possível crime de prevaricação no caso envolvendo suspeitas de irregularidades nas negociações para a compra da vacina Covaxin. Enquanto isso, no Senado, a CPI da Covid rendeu na quarta-feira sua primeira ordem de prisão, direcionada ao ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias.

O dólar à vista já sobe cerca de 5,9% desde o último pregão de junho, em que a moeda fechou em R$ 4,9764 na venda. No acumulado do mês passado, a divisa norte-americana caiu 4,765% contra o real.

Questionado sobre a tendência do dólar para os próximos meses, Mehanna disse que uma agenda de reformas e privatizações “bem executada” e a perspectiva de aumento de juros pelo Banco Central poderia ajudar a pressionar o dólar para baixo, mas alertou para a aproximação do ano eleitoral de 2022.

“Ano que vem devemos ter um risco eleitoral alto; será um ano de volatilidade. Nesse tipo de cenário, o dólar costuma ter uma demanda mais alta”, explicou.

A moeda norte-americana fechou a última sessão em alta de 0,55%, a R$ 5,2391 reais, patamar mais alto para encerramento desde 27 de maio (R$ 5,2554).

(com Reuters)

Siga Elas Que Lucrem nas redes sociais:

Siga Elas Que Lucrem: