Dólar abandona queda e fecha em alta com nova piora externa

Moeda norte-americana terminou a sessão com ganho de 0,22%, chegando a R$ 5,14 na venda
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O dólar mostrou vaivém ao longo da manhã hoje (11), chegou a operar em firme queda, mas virou perto do encerramento do pregão no mercado à vista e fechou em alta, com as operações domésticas contaminadas pela piora de humor nos mercados internacionais, ainda por temores sobre recessão global em meio a perspectivas de altas mais fortes dos juros pelo mundo.

O dólar spot terminou com ganho de 0,22%, a R$ 5,1455 na venda. A cotação agora está a um triz de tocar sua média móvel de 100 dias, que se superada poderá acionar no mercado ordens automáticas de compras de dólares, retroalimentando os ganhos da moeda. Desde o fim de abril o dólar já opera acima da média móvel de 50 dias.

A divisa tomou fôlego de forma paulatina a partir do começo da tarde. Ainda pela manhã, chegou a oscilar entre R$ 5,1723 (+0,74%) e R$ 5,093 (-0,80%).

Ruídos locais sobre pressões por aumentos de salários do funcionalismo público e renovados comentários sobre o teto de gastos tampouco ajudaram a promover alívio sustentado no dólar, que só não subiu mais barrado pelo fortalecimento das commodities nesta sessão.

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De toda forma, as compras prevaleceram, movimento que coincidiu com nova deterioração nas praças globais.

Em Nova York, o índice de tecnologia Nasdaq, que subiu 0,91% no pico do dia, fechou em queda de 3,18%. O dólar chegou a recuar 0,50% contra uma cesta de pares, mas virou e operava em leve alta de 0,1% no fim da tarde. E os juros dos títulos do Tesouro dos EUA – considerados os ativos mais seguros do mundo – abandonaram altas de mais cedo e passaram a cair, refletindo demanda de investidores por liquidez e fuga de risco.

O mercado concentrou-se nesta quarta em dados de inflação dos EUA, que aparentemente trouxeram sinais de que o aumento dos preços pode ter chegado ao pico. Mas a leitura acima do esperado na comparação anual serviu de lembrete de que as pressões inflacionárias estão longe de abrandamento, o que mantém o banco central dos EUA no caminho certo para restringir ainda mais a oferta de dólares do sistema.

O dia foi de inflação também no Brasil, com más notícias. O IPCA atingiu a taxa mais alta para abril em 26 anos e ultrapassou a marca de 12% em 12 meses, com os preços dos combustíveis e dos alimentos continuando a pressionar o bolso dos consumidores.

A força do dólar é um “call” compartilhado pela gestora Gauss Capital. “A posição comprada em dólar diversifica a carteira contra riscos de recessão global potencialmente catalisados pelo conflito na Europa, lockdowns em Shanghai ou aperto excessivo de juros pelo Fed”, disseram gestores em carta mensal.

(Com Reuters)

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