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Mulheres cientistas da América Latina ganham poder, mas ainda existem obstáculos

Embora se formem mais no ensino superior do que os homens, elas só comandam 18% das reitorias de universidades públicas e no setor corporativo são só 27% entre executivos
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As mulheres cientistas e pesquisadoras da América Latina estão demonstrando um grande poder, apesar de um teto difícil de romper para postos de destaque na academia e nos negócios, o que reflete como as mulheres estão avançando em uma região vista como frequência como um bastião da cultura machista.

Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da ONU Mulheres mostra que elas representam 45% dos pesquisadoras da América Latina e do Caribe diante das cerca de 29% globais, a maior taxa de todo o mundo, mas ainda há lacunas em algumas especialidades.

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“As mulheres estão avançando em carreiras que antes eram muito masculinas ou de domínio totalmente masculino”, disse Gloria Bonder, diretora da Presidência Regional de Mulheres, Ciência e Tecnologia da Unesco na América Latina, à Reuters por telefone.

As mulheres latino-americanas estão disparando nas ciências sociais e médicas, mas são menos representadas nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, áreas consideradas essenciais para o desenvolvimento futuro.

“Na matemática, somos quase a metade, na física há mais homens, mas na biologia há uma predominância de mulheres”, disse Bonder. “Hoje, as mulheres estão cientes e na luta para reverter estas desigualdades.”

Mas os obstáculos permanecem.

Embora mais mulheres latino-americanas do que homens se formem e exista quase uma paridade de pesquisadores, as mulheres só comandam 18% das reitorias de universidades públicas, e no setor corporativo são só 27% entre executivos.

“Esta é uma questão importante porque, no geral, as empresas têm salários mais altos e oferecem outras possibilidades de desenvolvimento profissional”, disse Bonder.

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Muitos governos, universidades e institutos de pesquisa da região implantaram programas nos últimos anos para promover a igualdade de gênero e evitar a discriminação, mas muitas mulheres ainda enfrentam obstáculos para progredir em carreiras científicas.

A pandemia de Covid-19, que destacou a importância do empenho científico, também acentuou os desafios para as mulheres, incluindo o equilíbrio complexo entre o sucesso no trabalho e os cuidados com filhos, frequentemente maiores do que os de seus parceiros masculinos.

(com Reuters)

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