Como a empresária Carol Celico fez da transparência um lema de vida, inclusive nas finanças

Depois da separação e de muito trabalho em busca de autoconhecimento, a influencer avisa: é preciso muita conversa entre o casal para falar abertamente sobre dinheiro
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Carol Celico
“Eu me vejo como uma mulher multifuncional. Tenho que assumir esse papel” (Foto: Teresa Sá)

Permitir-se renovar os sonhos, deixar para trás as “certezas da vida” e recomeçar. Estas são algumas das lições compartilhadas por Carol Celico, 33 anos, em entrevista à EUFRASIA. 

Depois de uma criação tradicional, um casamento jovem e um divórcio exposto publicamente, Carol precisou aprender a lidar com a intensidade dos acontecimentos em sua vida. Longe dos holofotes, mas não do público, Carol é presidente da Fundação Amor Horizontal, entidade que tem por objetivo ajudar crianças carentes e incentivar a cultura da doação no Brasil. 

Atualmente, a agenda da empresária se divide entre a família, a Fundação e os projetos futuros ligados ao empreendedorismo. Confira abaixo trechos desse bate-papo sobre casamento, família, finanças, tradição e amor ao próximo:

Revista EUFRASIA (RE): Quem é a Carol Celico?

Carol Celico (CC): Eu me vejo como uma mulher multifuncional. Tenho que assumir esse papel. Meu primeiro sonho e a primeira grande coisa que eu realizei na vida foi a minha família, ter meus filhos. Uma realização que gera aprendizado todos os dias. Com certeza a família é algo muito importante para mim, traz uma base sólida, segurança e realização. 

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Ao longo da vida, consegui encontrar um lado de generosidade que eu gosto muito. Ver a Fundação Amor Horizontal crescendo é algo que me traz muita realização pessoal. Criamos a instituição com a missão de estimular essa cultura da doação no outro. Fazer as pessoas gostarem e entenderem por que a doação é positiva e faz tão bem. Começa na gente, em pequenas atitudes. É um princípio que eu acredito muito: o amor ao próximo. A instituição tem essa característica muito forte. 

Eu sou uma mulher que é menina para algumas coisas e idosa para outras. Nós temos que entender que podemos ter um lado mais imaturo e outro mais maduro, e está tudo bem se equilibrar nessas múltiplas versões de acordo com a nossa vida. Em certo momento, eu tive que entender que poderia – e precisaria – me conhecer melhor e amadurecer muitas áreas da minha vida para ser feliz e, para isso, passei por um divórcio.

RE: Como você teve saúde emocional para enfrentar essa situação?

CC: Eu fui criada por uma mãe muito forte. Ela sempre foi independente, muito rígida e crítica comigo. Quando a gente é mais nova, isso é um incômodo, um desafio, uma tristeza e, muitas vezes, um conflito que carregamos. Mas, na verdade, esse tratamento me formou para ser uma pessoa exigente com os outros e, ao mesmo tempo, amorosa, porque eu tive que encontrar um equilíbrio para conseguir dizer para mim mesma que tudo bem se eu não conseguisse fazer determinada coisa. Essa educação que ela me deu foi um pouco fora daquela coisa tradicional, já que o trabalho sempre foi uma premissa.

RE: Onde você buscou coragem para bancar a escolha de se divorciar?

CC: Muitas vezes temos um sentimento de dependência com a tradição. Eu achava que não podia me separar porque, como todos nós, casei para ficar junto o resto da vida. Esse é o sonho de todo mundo. Eu também casei com a crença religiosa de que Deus não me permitiria separar. Não me abençoaria se eu me separasse. 

Sempre foi algo que eu não achei que pudesse viver, assim como afastar as crianças do convívio diário com o pai. Tudo é muito delicado e, por isso, tem que ser pensado milhares de vezes por milhares de ângulos. Tem a parte financeira também que, com certeza, segura muita gente. Hoje, estou casada novamente no regime de separação total de bens. É algo que funciona para que os dois tenham sua independência, mas eu acho que precisa ter muita conversa entre o casal para tomar uma decisão dessas. Aquele que tem mais do que o outro tem que entender e ser mais aberto sobre o assunto. Cada um ganha uma coisa e essa vai ser a proporção que o casal vai adotar para manter uma casa e uma família. 

Carol Celico
“Muitas vezes, quando não há transparência e o casamento é feito com separação total dos bens, as mulheres saem do relacionamento com uma mão na frente e outra atrás” (Foto: Victor Daguano)

Não adianta querer que um pague mais sendo que o outro tem muito mais patrimônio. Hoje, meu relacionamento tem muita transparência e divisão financeira, mas quando isso não existe é preciso tomar muito cuidado.

Se vocês construírem uma casa, coloquem no nome dos dois. Muitas vezes, quando não há transparência e o casamento é feito com separação total dos bens, as mulheres saem do relacionamento com uma mão na frente e outra atrás, tendo que depender completamente da pensão dos filhos. A mulher tem que se desdobrar em mil para sobreviver.

Quantas mulheres não amam mais o parceiro, já tentaram de tudo, mas continuam insistindo por medo? Medo do que Deus vai pensar, do que a família vai pensar, do que a sociedade vai pensar e do dinheiro que ela não vai ter. Ainda estamos lutando para informar. Hoje, temos acesso à informação graças à internet. Muitas são boas, muitas não.

Clique aqui para continuar lendo. Este conteúdo faz parte da edição número 1 da revista EUFRASIA, uma publicação da Elas Que Lucrem.

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