Dólar passa a cair ante real após dados domésticos melhores do que o esperado e inflação segue no radar

Na véspera, a moeda norte-americana à vista registrou salto de 1,55% contra o real, a R$ 5,3053 na venda, replicando uma onda de compra de dólares no exterior
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on linkedin
Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on email
JOB_03_REDES_SOCIAIS_EQL_AVATARES_QUADRADOS_PERFIL_v1-02
JOB_03_REDES_SOCIAIS_EQL_AVATARES_QUADRADOS_PERFIL_v1-02

O dólar passava a cair contra o real hoje (13), depois de apresentar fortes ganhos na véspera, à medida que os participantes do mercado reagiam a dados domésticos melhores do que o esperado, acompanhando também os temores globais sobre a inflação norte-americana.

Às 10:29, o dólar recuava 0,06%, a R$ 5,3019 na venda, enquanto o principal contrato de dólar futuro perdia 0,03%, a R$ 5,3115.

OLHA SÓ: Ibovespa tem pior desempenho desde março em meio a receio com inflação nos EUA

Na véspera, a moeda norte-americana à vista registrou salto de 1,55% contra o real, a R$ 5,3053 na venda, replicando uma onda de compra de dólares no exterior após dados de inflação bem acima do esperado nos EUA turbinarem apostas de redução de estímulos por lá.

O índice de preços ao consumidor norte-americano saltou 0,8% no mês passado, o maior ganho desde junho de 2009, ficando bem acima das expectativas de alta de 0,2%. A leitura do núcleo do índice, que exclui componentes mais voláteis, avançou 0,9%.

“Uma inflação mais forte nos EUA pode justificar um aumento de juros antes do esperado pelo Federal Reserve, o que deixaria o dólar mais atrativo”, explicou à Reuters Thomás Gibertoni, analista da Portofino Multi Family Office.

Ainda assim, disse ele, há vários fatores favoráveis a um real mais valorizado.

“O Brasil vem mostrando dados acima do esperado, inclusive o IBC-Br, que saiu hoje. Além disso, começamos a ver um movimento de alta de juros no país, uma balança comercial favorável e os preços das commodities em níveis historicamente altos.”

E AINDA: Dólar salta 1,6% e supera R$ 5,30 após inflação mais alta nos EUA

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve queda de 1,59% em março na comparação com o mês anterior, de acordo com dado dessazonalizado divulgado pelo BC nesta quinta-feira. O resultado veio melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters, de queda de 3,75%,.

Em relação à política doméstica, os investidores monitoravam com cautela a CPI da Covid-19 depois de uma quarta-feira tensa no Senado. Em seu depoimento, o ex-secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, chegou a ser acusado de mentir e foi ameaçado de prisão.

“Sem surpresa, mas como destaque, o depoimento trouxe novamente à luz a negligência do governo na obtenção de vacinas” contra a Covid-19, disse em nota Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos. “O mercado vê a rejeição do presidente Jair Bolsonaro explodir enquanto a CPI (…) segue a todo vapor.”

Para Gibertoni, da Portofino, os sinais de enfraquecimento do apoio ao governo “preocupam menos pelas eleições (presidenciais de 2022) e mais pela perda de governabilidade.”

Ele ressaltou que isso pode “atrapalhar a agenda de reformas do governo, e um cenário nebuloso nessa frente atrapalha uma valorização mais forte do real”.

LEIA AQUI: Cia Hering eleva lucro no primeiro trimestre

O Banco Central fará neste pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 15 mil contratos com vencimento em novembro de 2021 e março de 2022.

(com Reuters)

Siga Elas Que Lucrem nas redes sociais:

Siga Elas Que Lucrem: