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Conheça a B2Mamy, aceleradora que capacita e conecta mães empreendedoras ao mercado de inovação e tecnologia

Nos últimos cinco anos, mais de 30 mil mulheres foram capacitadas por meio dos programas de aceleração e mentorias da empresa
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Dani Junco fundou a B2Mamy em 2016 para estimular o empreendedorismo materno. (Foto: Divulgação)

A B2Mamy, aceleradora brasileira que capacita e conecta mulheres e mães empreendedoras ao mercado de inovação e tecnologia, foi uma das escolhidas para uma parceria global com o Google for Startups. O projeto tem o objetivo de apoiar o crescimento de startups inovadoras em todo o mundo, com foco em transformar grandes ideias em negócios de sucesso.

Em entrevista ao portal Elas que Lucrem, Dani Junco, fundadora e CEO da B2Mamy, explica que com a chegada ao ecossistema do Google, o empreendedorismo materno tende a ganhar destaque.

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“Até então, a gente já tinha a chancela do programa no Brasil. Durante o último ano, fizemos muitos projetos com o Google for Startups Mundo e, no final de 2020, recebemos a notícia de que teríamos o selo mundial de qualidade, ética e diversidade. Isso significa que, agora, estamos conectados com todo o universo Google, de todas as partes do mundo, e vamos participar de eventos e projetos globais”, explica.

Para a CEO e empreendedora, que também é mãe, receber o selo significa um reconhecimento da potência da maternidade, além de poder dar passos mais largos na construção de uma sociedade igualitária, em que mulheres e mães possam ser líderes e livres economicamente.

Segundo o relatório “Female Founders”, elaborado pela Distrito em parceria com a Endeavor e a B2Mamy em 2021, apenas 4,7% das startups existentes atualmente no Brasil foram criadas somente por mulheres. Por outro lado, 90% delas foram fundadas exclusivamente por homens. Os dados mostram ainda que dos US$ 3,5 bilhões de investimentos feitos em startups brasileiras ao longo de todo o ano de 2020, apenas 0,04% do total foram para negócios criados por mulheres.

Uma outra pesquisa, realizada em 2016 pela Fundação Getulio Vargas, mostrou que mais da metade das mulheres perdeu seus empregos após a gravidez. O levantamento também revelou que as trabalhadoras que tiram licença-maternidade são demitidas em até 24 meses após o nascimento das crianças. 

Foi justamente por esse abismo entre mulheres e homens no mercado de trabalho, principalmente pela dificuldade do retorno aos negócios após a maternidade, que Dani Junco decidiu criar a B2Mamy. Nos últimos cinco anos, mais de 30 mil mulheres foram capacitadas por meio dos programas de aceleração e mentorias da empresa.

Experiência pessoal transformada em propósito

Sede da B2Mamy no bairro de Pinheiros, em São Paulo (Foto: Divulgação)

Que o mercado de trabalho sempre foi desigual, com menos oportunidades para as mulheres, especialmente as mães, não é novidade. Mas para Dani Junco, essa diferença começou a fazer mais sentido depois de passar pela maternidade e tentar equilibrar a carreira e a administração da família. 

Em 2014, quando engravidou do filho Lucas, ela começou a se questionar sobre seu legado e o que estava fazendo no mundo. Ela lembra que postou um texto em uma rede social sobre algumas preocupações a respeito de como conciliar a maternidade e o mundo dos negócios. Queria saber se mais alguma mulher estava passando pela mesma situação. Inicialmente, a ideia era só marcar um café para conversar sobre o assunto. Mas, para sua surpresa, 80 mulheres apareceram no encontro presencial.

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“Eu entendi que aquilo estava doendo em mais alguém e, como boa pesquisadora que sou, achei estranho e comecei a perguntar o que elas estavam fazendo ali. Foi então que descobri, tardiamente, o quanto o mercado de trabalho é complexo para as mães”, conta ela, que hoje é especialista em marketing com foco em branding.

Ao longo de 2015, Dani se reuniu várias vezes com outras mulheres para tentar entender os principais problemas e ajudá-las a empreender. “Eu achava que o empreendedorismo era uma das saídas para essas mulheres que não tinham espaço no mercado. E, a cada encontro, mais mulheres apareciam”, diz, lembrando sua própria experiência. “Para mim, foi muito ruim conciliar a maternidade com o mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, eu olhava a internet e não encontrava nenhum lugar para conseguir ajuda. Ou eu escrevia em grupos de mães ou ia pro LinkedIn ler textos de pessoas com carreiras meteóricas. E, mesmo machucada, fiquei muito feliz por ter conseguido inspirar tantas mulheres”, conta ela, que desde 2010 comandava sua própria agência de marketing.

Dani continuou com as reuniões e, no início de 2016, participou de um evento de uma aceleradora no Google, onde contou sobre os encontros realizados com outras mulheres. “Eu disse que acreditava que aquilo poderia ser um modelo de negócio e queria monetizar. Falei também que sentia falta de empresas tocadas por mães. O que eu ouvi no evento, em um espaço de inovação, foi que startups eram full life – e filhos também. Logo, não tinha como ser mãe e CEO, seria preciso escolher um ou outro. Naquele dia, voltei para casa e fiquei pensando que, se não existia uma empresa capaz de acelerar negócios de mulheres e mães, era exatamente isso que eu precisava fazer.”

No mesmo ano, ao lado das sócias Bianca Levy, Juliana Lopes e Micheli Junco, Dani criou oficialmente a B2Mamy. A agência de marketing foi vendida para que ela pudesse se dedicar totalmente ao novo trabalho. Pouco meses depois, a aceleradora foi selecionada pelo Google e ganhou um espaço de coworking na avenida Paulista, em São Paulo. Em setembro de 2019, foi inaugurada a Casa B2Mamy, no bairro de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista. O espaço, que é baby friendly, é usado para a realização de cursos presenciais, gravação, reuniões e eventos. 

Sobre os desafios de ajudar mulheres que já são mães a empreender, Dani destaca que não é fácil. “Muitas delas chegam feridas, por diversos motivos. E, claro, não vamos logo falando de empreendedorismo ou startup, não é assim que funciona. O nosso primeiro contato é entender como está a saúde mental daquela mulher e ter uma conversa para ouvir em qual momento ela está. Não somos os gurus da internet. Agora, se ela já chega com uma ideia e quer ajuda para empreender, temos toda uma estrutura. Caso ela prefira voltar ao mercado de trabalho, também temos mentorias”, diz, esclarecendo que nem todas as mulheres precisam ter seu próprio negócio. 

Com a pandemia, o negócio precisou se adaptar ao mundo digital

Seis meses depois de abrir o espaço físico, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a Covid-19 como uma pandemia. Com isso, tudo que não era considerado essencial pelas autoridades precisou fechar as portas. Isso incluiu a Casa B2Mamy. Até então, todos os conteúdos e encontros eram presenciais. Dani diz que não gostava do modelo online e que o negócio precisou se reinventar e entrar no universo digital para continuar funcionando. E AINDA: Google abre inscrições para programa focado em empreendedoras latino-americanas

“Foi muito difícil passar pela pandemia justamente quando a gente estava começando a validar o negócio. Tivemos que fechar e precisamos vender uma parte da B2Mamy, ou seja, tivemos um aporte de capital de um investidor-anjo para conseguir segurar a onda durante o isolamento social. E fizemos o que muitos fizeram também: transformamos tudo em online. Crescemos três vezes mais com essa digitalização e nos conectamos com pessoas de outras regiões”, conta.

Atualmente, os cursos online são oferecidos em uma plataforma digital chamada e-Place. Na última quinta-feira (16), a empresa também ganhou sua segunda sede, desta vez em Brasília. A ideia é que, ao longo do próximo ano, mais espaços físicos sejam abertos.

Para 2022, a palavra de ordem será “vida”. “Estamos nos especializando em conteúdos ao vivo, online e presencial.  Não vamos ter material gravado porque acreditamos no poder do ao vivo, de quem entrega seu tempo naquele momento.”

A equipe da B2Mamy conta, atualmente, com 30 pessoas, e o negócio já movimentou R$ 6 milhões entre as participantes da rede. As mulheres interessadas em conhecer mais sobre a aceleradora podem acessar o site oficial da empresa ou o perfil no Instagram.

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