Caroline Nunes, a empreendedora de NFT que está inovando na arquitetura e construção no mundo do metaverso

Advogada é a fundadora da InspireIP, startup que propõe soluções em blockchain para propriedades intelectuais
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Empreendedora faz parte do seleto grupo de mulheres brasileiras que atuam com tecnologia (Foto: Edu Moraes)

Desde que era pequena, Caroline Nunes lembra da atração que sentia pelo universo da tecnologia. “Nessa época, já fazia meus próprios jogos”, conta. Formada em direito, a empreendedora acabou se afastando do segmento por anos até se reencontrar com o tema durante seu mestrado na University of Southern California. Por lá, a brasileira se deparou com um novo plano de possibilidades – o blockchain e as NFTs. 

Foi a partir daí que, em 2020, ela resolveu fundar a InspireIP, startup que propõe soluções em blockchain para o registro de propriedades intelectuais – como é o caso de pesquisas, artigos, obras de arte, músicas e etc. Atualmente, a empresa também articula a criação e comercialização de NFTs, bem como promove ações de outras marcas no metaverso. 

A ideia logo chamou a atenção de investidores, fazendo com que Caroline recebesse um aporte de R$ 1 milhão pouco mais de um ano após a criação da startup. “Como uma boa filha à casa torna, me reencontrei na tecnologia através do blockchain”, destaca a CEO. 

Veja, a seguir, a entrevista de Caroline Nunes à Elas Que Lucrem:

Elas Que Lucrem: Como você adentrou o universo do metaverso, NFTs e blockchain? Qual foi sua inspiração?

Caroline Nunes: Eu comecei nesse universo de blockchain através das criptomoedas. Conheci o bitcoin em 2012 com um ex-namorado que estava com a ideia de começar a minerar esse ativo digital. Depois me aprofundei um pouquinho mais nas criptomoedas e me apaixonei por toda a tecnologia que envolvia esse universo. Resolvi me especializar e me capacitar nesse segmento. Já o universo de NFT tive acesso pela primeira vez no final de 2020, após o incentivo de um estagiário e várias pesquisas sobre o assunto.

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EQL: Como surgiu a ideia de fundar a InspireIP? Esse foi seu primeiro empreendimento?

CN: A ideia de fundar a Inspire surgiu durante meu mestrado na Califórnia. Eu estava estudando tecnologia e propriedade intelectual e vi como esses registros funcionavam por lá. Voltei ao Brasil e notei que aqui os mesmos processos eram muito precários e burocráticos. Foi aí que utilizei meu conhecimento em blockchain e fundei a Inspire. Mas naquele momento, eu não sabia que estava abrindo uma empresa; na minha cabeça, meu papel era criar uma solução para um problema que era gigantesco no Brasil.

EQL: Quais dificuldades encontrou e encontra no empreendedorismo, principalmente no setor em que está inserida?

CN: A minha principal dificuldade foi relacionada a saber me impor e falar em público. Essas são habilidades que eu tive que aprender por causa da minha trajetória em startups, o que envolvia das palestras, conversar com grandes executivos e fazer a minha voz ser ouvida. Com certeza esses foram meus maiores desafios. 

EQL: O metaverso ainda é um assunto novo para muitas pessoas, como você enxerga o crescimento desse setor?

CN: O metaverso é um tema, na verdade um termo, que ainda não está totalmente pacificado em relação ao que ele representa. Na essência da palavra “metaverso”, você terá praticamente tudo que une o físico ao digital. Acredito que a grande novidade em relação a isso seja uma economia que funcione, incluindo uma moeda própria e itens não fungíveis, além da Web3. 

Em relação ao crescimento do metaverso, acredito que com o avanço da tecnologia, grande parte da nossa vida no digital será transferida para essa nova realidade. Talvez por isso, não tenhamos apenas um único metaverso, mas várias possibilidades que irão se sobrepor a esse modelo principal. Ou seja: o setor tem muito a crescer. 

EQL: Qual a importância de estar presente no metaverso hoje? Como o metaverso pode ajudar os empreendedores?

CN: A importância de estar no metaverso hoje diz respeito principalmente ao posicionamento de marca. Quando você está inserido nesse meio, a imagem transmitida para o público é de que a marca está na vanguarda da inovação. 

Outro ponto importante é acostumar os colaboradores da empresa com a ideia de atuar no metaverso. Isso fará com que a transformação no futuro seja muito mais fácil, já que é o tipo de tecnologia que impactará de dentro para fora – e não o contrário. 

EQL: Para você, quais as vantagens de trabalhar com o ramo de cripto e NFTS hoje?

CN: É um ramo apaixonante. As pessoas se ajudam, andam em comunidade e são colaborativas. Também é um ramo que tem uma filosofia muito legal de descentralização de liderança, além de ser uma área que está extremamente aquecida tanto para investimento quanto para desenvolvimento. Olhando para o futuro, é um mercado muito próspero. 

EQL: Por ser um setor novo, você acredita que o mercado de cripto esteja inserido nas pautas sociais como a luta pela equidade de gênero? Ou ainda há uma resistência e preconceito, como em outros âmbitos da sociedade, pela presença de mulheres, principalmente em cargos de liderança?

CN: Existem dois fatores: primeiro, uma certa resistência social em relação ao setor de criptomoeda como um todo, já que algumas pessoas ainda atrelam essa área a esquema de pirâmide ou a atividades ilícitas. Alterar essa mentalidade às vezes é difícil, então precisamos mostrar qual é a vantagem de utilizar a tecnologia e o que tem por trás das criptomoedas, NFTs e blockchains.

Com relação à presença de mulheres, posso afirmar que, no meu caso, precisei enfrentar alguns obstáculos. Admito que eles não foram ligados a tratamento ou até falta de respeito com a minha posição, mas sim em achar outras mulheres do ramo de tecnologia para trabalhar. Hoje, estamos fazendo uma seleção para desenvolvedores – e é muito difícil encontrar profissionais femininas nessa área.

EQL: Para uma mulher que quer adentrar o ramo, quais dicas você daria?

CN: A primeira dica que eu dou pra mulheres que querem entrar nesse é colocar a mão na massa e comprar suas próprias criptos ou NFTs. Esse é o primeiro passo para realmente entender esse universo.  Participar de comunidades do setor é super importante, porque você acaba se mantendo atualizada sobre as novidades do momento. Exatamente por isso, não existe especialista blockchain ou cripto – esse ecossistema está em constante mudança e você tem que se atualizar todos os dias.

A segunda dica é mais em relação ao ramo de empreendedorismo, faça sua voz ser ouvida. Não se cale quando tiver gente querendo falar por cima de você,  isso será determinante pras pessoas entenderem qual é a sua posição.

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