O que pode ser mais inspirador do que uma nação sustentável?

Seychelles é um exemplo a ser seguido de como turismo e a sustentabilidade podem caminhar lado a lado
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avatar Gisele Abrahao
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A bicicleta é um meio de transporte muito utilizado dentro das ilhas (Foto: Reprodução)

Recentemente, eu contei minha história com o arquipélago de Seychelles, algumas de suas belezas naturais e também as inspirações que tive enquanto visitei o pequeno país, principalmente sobre rótulos e as oportunidades relacionadas aos momentos vividos.

Agora, volto para falar sobre o destino, mas de uma outra perspectiva: a maneira como sua população, suas empresas e o governo se uniram e se engajaram pela preservação de seu maior patrimônio – a natureza intocável e o riquíssimo ecossistema que Seychelles abriga.

O arquipélago nomeou quase 50% do seu território terrestre como reservas naturais e 30% do seu território oceânico como áreas marinhas protegidas. Há uma enorme biodiversidade de fauna e flora por  lá, inclusive com muitas espécies endêmicas, como suas famosas tartarugas gigantes.

Por falar nelas, a maior população do mundo está no Atol de Aldabra. O local é Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e conta com mais de 150 mil indivíduos, num enorme trabalho para proteger seu habitat, não somente de organizações locais, mas de todos os cantos do mundo. A espécie é vista como símbolo do país e sua luta na proteção ambiental. 

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Outra ação muito valiosa e de baixíssimo custo é o incentivo do uso de bicicletas para se locomover nas ilhas, diminuindo a emissão de poluição e estimulando uma forma mais descontraída e leve de conhecer e percorrer suas paisagens de tirar o fôlego.

Ao longo dos anos, o governo seichelense promoveu diversas ações em prol da sustentabilidade associadas ao turismo e aos esportes de aventura, como o Open Ocean Project e o Seychelles Nature Trail. Os eventos têm o intuito de unir as áreas de esporte, cultura e turismo sustentável, buscando divulgar a prática dessas atividades e a viabilidade de iniciativas do tipo no arquipélago – tudo isso aliado à proteção do ecossistema.

Seychelles é lar das tartarugas gigantes (Foto: Reprodução)

As ilhas de Seychelles também se preocupam em receber e transmitir a mensagem para seus visitantes de maneira interativa.

A pequena ilha Cousin, por exemplo, oferece uma experiência muito diferente aos viajantes interessados em ecoturismo. O local tem um acampamento para ensinar sobre conservação da natureza, batizado de Conservation Bootcamp. Os participantes aprendem – na prática – com os pesquisadores, por meio de uma agenda que inclui cursos de preservação de diversas espécies de animais e plantas.

Há, ainda, outros projetos menores que levam os participantes a contribuírem com a gestão da ilha. Eles estão relacionados ao desperdício de lixo, consumo de energia e facilidades logísticas, entre outros benefícios. Tanto as taxas recebidas dos visitantes que querem conhecer o local, quanto as doações que as ONGs recebem são revertidas e sustentam a preservação do lugar, bem como os projetos de pesquisa de fauna e flora.

Conservation Bootcamp em Cousin (Foto: Reprodução)

Para se tornar uma nação 100% sustentável, Seychelles conta com o apoio da comunidade local, do governo, de ONGs e de grupos ambientalistas, como Global Vision International (GVI), Nature Seychelles, Island Conservation Society (ICS), Seychelles Island Foundation (SIF), Sustainability for Seychelles (S4S), Ocean Project, Fundação Save Our Seas e a Global Impact Network.

No último Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, as Ilhas Seychelles se tornaram oficialmente o primeiro destino a criar uma comunidade online na plataforma de sustentabilidade Global Impact Network, que permite a indivíduos e organizações atuarem em qualquer lugar e por qualquer causa ecologicamente orientada.

O arquipélago também foi reconhecido, por suas ações, com o título de “Destino de Turismo Sustentável Líder no Oceano Índico” por dois anos consecutivos, e se estabeleceu como um grande aliado na prática do turismo responsável. É uma referência na preservação e recuperação do meio ambiente, servindo como exemplo para todos os países do mundo no que diz respeito à conciliação do turismo com sustentabilidade de maneira correta.

Ficou surpresa? Agora uma dica: permita-se viver e desbravar experiências que transformam os destinos em lugares melhores. Os lugares pelo mundo estão aí para explorarmos.

Gisele Abrahão é uma viajante do mundo, empreendedora consciente, criadora do prêmio Impactos Positivos e idealizadora da plataforma Lugares pelo Mundo.

O conteúdo expresso nos artigos assinados são de responsabilidade exclusiva das autoras e podem não refletir a opinião da Elas Que Lucrem e de suas suas editoras

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