Empresas apresentam experiências de sucesso no Novatas na Bolsa

O evento gratuito, promovido pela corretora de valores Genial Investimentos, foi distribuído em seis painéis com especialistas de diversas áreas para comentar sobre o avanço dos IPOs no Brasil e no mundo
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on linkedin
Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on email
JOB_03_REDES_SOCIAIS_EQL_AVATARES_QUADRADOS_PERFIL_v1-02
JOB_03_REDES_SOCIAIS_EQL_AVATARES_QUADRADOS_PERFIL_v1-02
Leungchopan/Envato Elements
Ingresso de empresas no mercado de ações abre possibilidades de captar mais investimentos, com novos sócios

O Novatas na Bolsa, evento promovido pela corretora de valores Genial Investimentos, aconteceu ontem (22), e trouxe palestras e bate-papos sobre o que fazer na busca de um IPO bem-sucedido. Na pauta, os participantes conheceram experiências de empresas consolidadas no mercado.

Mas, antes de falar sobre o que os conhecimentos que o evento proporcionou, você sabe o que é exatamente um IPO?

IPO


A sigla IPO significa, em português, Oferta Pública Inicial. O IPO marca o início de uma empresa na Bolsa de Valores. O primeiro momento em que uma empresa estará aberta para receber novos sócios através da compra de ações no mercado. A partir disso, ela torna-se uma entidade de capital aberto.

SAIBA MAIS: A hora de virar chefe: como fazer um plano de negócios

Agora que já sabemos que essa pequena sigla tem um significado tão grande, podemos voltar ao que realmente importa: o evento que mostra casos reais de IPOs de empresas brasileiras de sucesso no Brasil e no exterior.

O Novatas na Bolsa contou com a apresentação da jornalista da Genial Investimentos Denise Barbosa, que abriu informando o público sobre os temas tratados no dia. Dos assuntos abordados: como empresas que buscam realizar suas atividades de forma totalmente sustentável, também sobre empresários que começaram negócios do zero e hoje possuem grande nome no mercado, além de relato de histórias recentes com a Bolsa de Valores e IPO.

A primeira palestra do evento, ministrada por Rodolfo Riechert, CEO da Genial Investimentos, teve como foco um breve histórico dos IPOs no Brasil. Ele mostrou empresas que tiveram as maiores altas e maiores baixas desde que abriram seus capitais, dentre elas, a Localiza, que teve a maior alta dos últimos 20 anos desde seu IPO, em 2005, com um crescimento de 7.863%.

VEJA TAMBÉM: Qual a diferença entre renda fixa e renda variável

Para falar da Localiza e do seu crescimento, o convidado foi Eugênio Mattar, CEO da empresa, que iniciou advertindo sobre a grande responsabilidade que é abrir o capital na Bolsa de Valores. Isso porque, o negócio passa a ter sócios do mundo inteiro, pessoas que depositam tempo, dinheiro e confiança no trabalho que você está realizando. Ele continuou dizendo que, ao mesmo tempo que a abertura de capital auxilia na liquidez da empresa, você passa a ter a responsabilidade de dar um retorno a quem está investindo.

Mattar complementou falando que, ao abrir o capital da empresa, acaba-se adquirindo um “ouvido” maior, já que ideias, sugestões e conselhos passam a vir de diversas partes do mundo. Já próximo do encerramento de sua participação, o empresário afirmou sobre a importância de um planejamento a longo prazo, além de precisar estar preparada para que, muitas vezes, seja necessário sacrificar algo de curto prazo pensando no longo prazo.

IPO de Tech, B3 ou Nasdaq?

O primeiro painel do evento contou com Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos, como mediador, e foram convidados Augusto Lins, presidente e sócio da Stone (IPO na Nasdaq em outubro de 2018), Israel Salmen, Founder & CEO da Méliuz (IPO na B3 em novembro de 2020), e Marcelo Marques, Co-Founder & CFO da Mobly (IPO na B3 em fevereiro de 2021).

Ao longo do painel sobre IPO de Tech, os três empresários concordaram ao comentar sobre a evolução do mercado nos últimos anos, em especial na última década. Para eles, esse recorte de tempo tem sido benéfico na economia, principalmente quando se diz respeito a impulsionar e inspirar outras pessoas a empreender.

E AINDA: 8 motivos para investir ao invés de poupar

Além disso, também puderam comentar sobre previsões e metas que possuem para o futuro das empresas, relembrando passos e etapas já realizados. Especialmente por se tratarem de empresas de tecnologia, assunto que tem sido foco de grandes discussões nos últimos anos.

As lições de quem abriu capital

Já no segundo painel, a mediação ficou por conta de André Schwartz, CEO Banco Genial. Contou com a presença de Gilson Finkelsztain, presidente da B3, Sergio Zimerman, CEO da Petz (abriu capital em setembro de 2020), Fred Wagner, Founder & Council Member da Track&Field (abriu capital em outubro de 2020), e Otávio Lazcano, CFO da Rede D’Or (abriu capital em dezembro de 2020).

Gilson Finkelsztain abriu o segundo painel trazendo a evolução no número de investidores no Brasil nos últimos anos. Só para se ter uma ideia, a B3 contabilizou a chegada de 1,57 milhão de novos investidores em 2020. Com isso, atingiu a marca de 3,26 milhões ao final de dezembro passado. Finkelsztain contextualizou o cenário político e econômico, o que facilitou tal crescimento.

Na continuação, Otávio Lazcano falou sobre a diferença entre abrir capital na bolsa no exterior e no Brasil, principalmente quando se trata de uma empresa no setor de saúde. Ele ainda apresentou o histórico da própria Rede D’Or, como seu objetivo principal e o que levou a empresa a entrar na listagem em bolsa.

OLHA SÓ: Como começar a investir: entenda qual é o melhor momento

Saindo da área de saúde e partindo para o mundo animal, a participação de Sergio Zimermam trouxe à tona uma questão extremamente relevante no mercado: a omnicanalidade, uma estratégia de comunicação com seus clientes, que é amplamente defendida pelo empresário. Ele relatou como viu sua empresa crescer, se desenvolver e atingir resultados incríveis através da conexão e integração de todos os canais da empresa, garantindo uma melhor disponibilidade, entrega de serviços tendo em vista a satisfação do consumidor.

Ao falar da empresa Track&Field, Fred Wagner comentou sobre os relacionamentos da empresa. Ele afirmou sobre a importância de se ter um bom relacionamento e comunicação, que começa entre os sócios da empresa, e segue para empresa e franqueados da marca. Além da necessidade de buscar ter uma boa relação ao realizar a abertura de capital no mercado.

Keynote


Ainda contando com a mediação de André Schwartz, o evento seguiu para o terceiro painel, que trouxe o tema Keynote, que foi abordado pelo presidente do Mercado Livre, Stelleo Tolda.

Tolda destacou a importância e o desenvolvimento do e-commerce nas empresas e no número de vendas nos dias de hoje, trazendo o foco, também, para o que hoje é considerado um dos principais períodos de venda, a Black Friday.

Ele ainda faz questão de enfatizar que o e-commerce não é apenas o que se vê na tela do celular e do computador, é tudo o que está por trás, desde métodos de pagamentos até a logística, com a tentativa de prazos de entregas reduzidos para diversos produtos.

IPO – Vale entrar ou não?

E para dar continuidade ao evento, o quarto painel contou com a mediação de Rodolfo Riechert. Teve a presença de Carlos Eduardo Rocha, CEO da OCCAM Brasil, Leonardo Linhares, CIO de Equities da SPX Capital, e Marcelo Magalhães, Sócio & Gestor da Tork Capital. Os especialistas destas três empresas abordaram dicas de como avaliar se vale a pena ou não entrar em um IPO.

FIQUE POR DENTRO: Quer começar a empreender? Siga nosso passo a passo

Para tomar tal decisão, deve-se analisar as informações da empresa, números, riscos, expectativas, falhas que podem existir. Também é necessário checar contratos que podem ter sido mal estruturados, buscar saber as opiniões dos fornecedores, funcionários, clientes, comparar preços com outras empresas do mesmo setor. É importante gastar certo tempo e se utilizar de uma capacidade crítica para evitar maiores riscos.

SPACs encurtando o caminho para o IPO

Para falar de SPACs (sigla em inglês para companhias com propósito específico de aquisição), o quinto painel contou com a mediação de Evandro Pereira, CFO Genial Investimentos. Entre os palestrantes, Rodrigo Xavier, Co-chairman da HPX Corp, Paulo Gouvea, Chairman & CEO da Itiquira Acquisition Corp, e Paulo Passoni, Managing Investment Partner do SoftBank.

Para marcar as participações, os especialistas puderam comentar sobre quais os focos de cada uma das empresas em que atuam, sobre as equipes profissionais atuando nos projetos. Eles abordaram qual o nível de atuação de cada uma dessas empresas (se é apenas Brasil ou se há uma ampliação para a América do Sul e assim por diante), além de comentarem sobre a existência ou não de um setor específico ou mais trabalhado dentro de cada empresa.

Empresas que fazem a diferença

Para realizar encerrar Novatas na Bolsa, a mediadora Bianca Casella, Head do Comitê de ESG da Genial, foi a mediadora nas conversas sobre ESG. O painel contou com as participações de Alexandre Citvaras, diretor de novos negócios da Orizon, Bruno Lolli, diretor de Planejamento & RI da aeris, e Andrea Sztajn, CFO & IRO da Omega.

Na apresentação sobre ESG, Andrea comentou que sustentabilidade não tem a ver somente com o meio ambiente. Para explicar melhor, ESG é uma categoria de investimento que preza pelo impacto positivo das empresas nos quesitos de responsabilidade para com o meio ambiente, a sociedade e os negócios aos quais se propõe.

Deve-se lembrar de tudo que possui relação com o ESG, o lado ambiental, o lado social, e o lado de governança, pois se não há geração de valor para todos os envolvidos, acaba por não ter sustentabilidade. É necessário alcançar resultados que façam a diferença para todos, num sentido amplo, como o time da empresa, os clientes, os fornecedores, a comunidade onde atua, os investidores, e até mesmo o país onde está inserido.

Lolli comentou sobre a necessidade de haver equilíbrio na empresa através da gestão. Ele disse que é importante que a empresa tenha consciência de que há, sim, geração de resíduos, consumo de água e energia elétrica, mas que para lidar com tudo isso é necessário gestão. É preciso que, para todo impacto causado que não é positivo, haja método de redução e plano de ação para capturar tudo isso e transformar em benefícios.

Já Citvaras complementou a questão do social no ESG, dizendo que é necessário que haja um foco especial na qualidade de vida dos funcionários, fornecendo manutenção e treinamento, principalmente àqueles que atuam diretamente com resíduos.

Durante o evento, a Genial Investimentos realizou sorteios de produtos da própria empresa, além de contar com uma pequena plateia virtual, que pôde realizar perguntas aos entrevistados.

Para quem se inscreveu no evento, o link continua ativo para poder rever e aprender mais quantas vezes quiser. Mas se você só ficou sabendo depois, não se preocupe, pois a live também será disponibilizada no canal do YouTube da Genial Investimentos.

Siga Elas Que Lucrem nas redes sociais:

Siga Elas Que Lucrem: